Em se falando de céu ...
O das manhãs de outono é um troféu,
Uma dádiva,
Para a alma ávida
De beleza em sua primeira instância,
Da riqueza da primeira infância,
Onde tudo é novidade
E impacta de verdade!
Esse céu parece mais intenso.
Abusa das mais fortes matizes.
Toca e fecha todas as cicatrizes,
Com seu colorido incrivelmente denso.
Atiça!
Instiga!
Suplica!
Quer que o siga...
O ar esfria,
Antes dele aparecer.
O mangue esvazia,
Antes do sol nascer.
A vida parece que para.
Espera...
Aguarda
O maior milagre da terra.
Cria-se naturalmente uma tensão,
Aguardando tamanha ousadia,
A mais revolucionária rebeldia.
Traz em si toda a "revelação"!
Conforme ele vem surgindo,
Vermelho-alaranjado,
A temperatura vai subindo.
É o dia que se quer acordado!
O azul vem atrás,
Invadindo tudo por trás.
Maciçamente,
Inevitavelmente!
Passa dos tons escuros
Para os claros,
Revelando os muros,
Movendo os dados.
Ao redor do nascente,
Origem de tudo que se sente,
Fica esbranquiçado,
Feito menino flagrado...
O céu das manhãs outonais,
Sensacionais,
É, antes de tudo, passional
E, acima de tudo, artesanal!













